Contratar uma empresa de sondagem é contratar informação para o projeto

Uma sondagem não deve ser avaliada apenas pela quantidade de metros perfurados.

O objetivo da investigação geotécnica é produzir informações suficientemente confiáveis sobre o terreno para orientar decisões de engenharia.

Isso significa identificar, conforme o método utilizado:

  • sequência e espessura das camadas;
  • resistência à penetração;
  • características das amostras;
  • posição observada do nível d’água;
  • transições entre materiais;
  • ocorrência de materiais muito resistentes;
  • presença e características da rocha;
  • recuperação dos testemunhos;
  • grau de alteração e fraturamento do maciço.

Uma investigação executada com baixa qualidade pode apresentar aparentemente todos os documentos formais e ainda produzir uma representação inadequada do terreno.

Por isso, a escolha de uma empresa de sondagem geotécnica precisa considerar método, equipamentos, equipe de campo, registros, critérios de paralisação, tratamento das amostras e capacidade de reconhecer quando a técnica inicialmente contratada deixou de ser suficiente.

A APL Engenharia atua como empresa de geotecnia, executando sondagem SPT e sondagens mistas e rotativas para investigação de solos, materiais impenetráveis e maciços rochosos. O próprio portfólio público da empresa apresenta investigações de campo por SPT, sondagem mista e rotativa, além de ensaios de campo e laboratório.

Nos capítulos seguintes, apresentamos o que deve ser analisado antes de contratar uma empresa para investigar o subsolo da obra.

Vídeo: como avaliar uma empresa de sondagem geotécnica

Antes de avançar para os critérios técnicos, assista ao vídeo introdutório sobre os principais pontos que diferenciam uma investigação geotécnica adequada de uma simples perfuração do terreno.

O vídeo aborda:

  • por que a investigação começa pela pergunta que o projeto precisa responder;
  • quando o SPT é suficiente;
  • quando é necessário avançar para sondagem mista ou rotativa;
  • como avaliar boletins, amostras e nível d’água;
  • por que “impenetrável” não significa automaticamente rocha;
  • quais informações devem ser comparadas em duas propostas de sondagem.

1. O que uma empresa de sondagem geotécnica realmente deve entregar?

O primeiro erro é considerar que a entrega de uma sondagem corresponde simplesmente a:

quantidade de furos × profundidade perfurada.

Os metros executados são apenas o meio pelo qual se obtém informação.

A entrega técnica é a caracterização do subsolo dentro da resolução proporcionada pela campanha.

Uma investigação precisa produzir dados que permitam ao projetista responder questões como:

  • que materiais existem abaixo da estrutura?
  • em quais profundidades ocorrem?
  • qual é a resistência à penetração das camadas investigadas pelo SPT?
  • existe aterro?
  • há solo mole ou compressível?
  • onde foi observada água?
  • existe grande variação entre os pontos?
  • em que profundidade o SPT foi paralisado?
  • qual material provocou a paralisação?
  • existe rocha?
  • ela está alterada ou fraturada?
  • a rocha possui continuidade suficiente para a finalidade estudada?

O blog da APL já diferencia essas funções ao explicar que SPT, sondagem mista e rotativa respondem a perguntas diferentes e que a escolha deve partir da informação necessária ao projeto, e não apenas do preço do método.

Uma boa sondagem deve possuir rastreabilidade

O relatório deve permitir relacionar: ponto→profundidade→material→ensaio→amostra→registro

Quando essas relações se perdem, a interpretação do perfil também perde confiabilidade.

2. Quais informações enviar antes de pedir orçamento?

Uma empresa de sondagem não deveria receber apenas uma mensagem perguntando:

Quanto custa um furo de 15 metros?

Para elaborar uma proposta coerente, é recomendável fornecer:

  • localização da obra;
  • planta de implantação;
  • área aproximada;
  • tipo de empreendimento;
  • quantidade preliminar de furos;
  • profundidades previstas, quando já definidas;
  • existência de sondagens anteriores;
  • informações geológicas disponíveis;
  • restrições de acesso;
  • presença de pavimento;
  • taludes ou desníveis;
  • redes aéreas;
  • necessidade de mobilização interna;
  • condições de segurança;
  • objetivo da investigação.

O objetivo é especialmente importante

Considere duas obras solicitando dez furos.

Na primeira, o objetivo é dimensionar fundações de uma edificação convencional.

Na segunda, deseja-se investigar uma área industrial onde algumas fundações poderão atingir material rochoso.

A quantidade de furos pode ser semelhante, mas a necessidade de informação não é.

Na segunda situação, pode ser necessário prever desde o início possibilidade de sondagem mista e rotativa.

3. Como saber se o SPT é suficiente?

A execução de sondagem SPT é um dos métodos mais utilizados para investigar solos.

Ela permite obter, entre outras informações:

  • sequência das camadas;
  • amostras deformadas;
  • índice de resistência à penetração;
  • registros de avanço;
  • observações sobre água;
  • profundidade atingida;
  • critérios de paralisação.

A APL possui também conteúdos específicos sobre interpretação do NSPT, compacidade e consistência dos solos.

Entretanto, o SPT possui limites

Quando a investigação encontra material cuja natureza não pode ser adequadamente caracterizada pelo método, o simples encerramento do furo pode deixar uma pergunta importante sem resposta.

Exemplo:

O SPT parou a 8,5 metros.

Isso não responde:

O que existe abaixo de 8,5 metros?

A investigação pode ter encontrado:

  • solo extremamente resistente;
  • camada cimentada;
  • cascalho;
  • matacão;
  • bloco isolado;
  • rocha alterada;
  • rocha sã.

É precisamente nesse ponto que a capacidade técnica da empresa começa a fazer diferença.

4. Quando a empresa precisa executar sondagem mista ou rotativa?

A sondagem mista combina a investigação dos solos pelo SPT com a investigação rotativa quando o perfil passa para materiais rochosos ou impenetráveis.

A própria página comercial da APL define a sondagem mista como a combinação do SPT no solo com a sondagem rotativa na rocha e destaca sua utilização quando existe dúvida quanto à natureza do material impenetrável.

A empresa de sondagem mista e rotativa precisa possuir equipamentos e equipe capazes de continuar a investigação quando o terreno deixa de ser adequadamente caracterizado pelo SPT.

A sondagem rotativa permite recuperar testemunhos

Os testemunhos permitem observar diretamente características como:

  • litologia;
  • alteração;
  • fraturamento;
  • descontinuidades;
  • recuperação;
  • variações do maciço;
  • zonas muito alteradas;
  • transições.

A APL possui conteúdo específico explicando que a sondagem rotativa utiliza equipamentos motomecanizados para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos.

“Impenetrável” não é sinônimo de rocha

Esse ponto precisa aparecer expressamente no artigo.

O termo registrado no encerramento de um SPT descreve uma condição encontrada pelo método de ensaio. Ele não constitui, sozinho, uma classificação geológica do material.

O artigo da APL por que impenetrável no SPT não significa rocha segura para fundações aprofunda exatamente essa distinção.

5. Como avaliar os equipamentos e a equipe?

A qualidade da investigação não depende apenas da existência de uma sonda.

É necessário observar o conjunto: equipamento+procedimento+equipe+registro

No SPT

Devem ser observados, conforme o método:

  • sistema de perfuração;
  • hastes;
  • amostrador;
  • sistema de cravação;
  • martelo;
  • cabeça de bater;
  • dispositivos utilizados para circulação de água;
  • ferramentas auxiliares;
  • sistema de registro.

Na sondagem rotativa

Também entram:

  • sonda;
  • cabeçote;
  • hastes;
  • barriletes;
  • coroas;
  • revestimentos;
  • bombas;
  • sistema de circulação;
  • caixas de testemunhos;
  • ferramentas de recuperação.

Equipamento não compensa procedimento inadequado

Uma sonda moderna não garante, sozinha, uma investigação confiável.

Da mesma maneira, uma equipe experiente não consegue corrigir determinados problemas produzidos por:

  • equipamento inadequado;
  • ferramentas incompatíveis;
  • registros deficientes;
  • localização incorreta;
  • execução fora do procedimento estabelecido.

A avaliação deve considerar o sistema completo.

6. O que precisa existir no boletim de campo?

O boletim é um dos documentos mais importantes da investigação.

Ele precisa registrar a execução de forma suficientemente detalhada para permitir reconstruir o que ocorreu no furo.

Em um SPT, são especialmente relevantes informações como:

  • identificação do furo;
  • cota;
  • profundidade;
  • descrição das camadas;
  • amostras;
  • golpes do ensaio;
  • avanço;
  • nível d’água observado;
  • mudanças de método;
  • ocorrências;
  • paralisações.

O perfil final nasce desses registros

O relatório não deveria ser uma reconstrução baseada apenas na memória da equipe após o término da campanha.

O fluxo adequado é: execuc¸​a˜o→registro de campo→confereˆncia→perfil→interpretac¸​a˜o

Quanto mais pobre o registro inicial, maior a incerteza na etapa final.

7. Como avaliar nível d’água, amostras e critérios de paralisação?

Esses três pontos merecem atenção porque podem alterar significativamente a interpretação do terreno.

Nível d’água

O nível d’água não deve ser visto como um número acessório no boletim.

A água pode influenciar:

  • tensões efetivas;
  • resistência;
  • estabilidade de escavações;
  • comportamento de fundações;
  • bombeamento;
  • concretagem de estacas;
  • drenagem;
  • contenções.

O artigo água na sondagem: quando o nível d’água altera o comportamento do solo mostra que a leitura depende do método, do tempo e da permeabilidade do terreno, e não deve ser tratada como uma condição necessariamente permanente.

Amostras

As amostras ajudam a relacionar:

  • resistência registrada;
  • descrição tátil-visual;
  • profundidade;
  • camada correspondente.

Misturar, perder ou identificar incorretamente uma amostra compromete a confiabilidade da descrição.

Paralisação

A empresa deve conhecer e registrar claramente os critérios utilizados para interromper o avanço.

A expressão “chegou no impenetrável” é insuficiente quando o projeto precisa saber qual material existe abaixo.

8. O que verificar em testemunhos, recuperação e RQD?

Na sondagem rotativa, o testemunho é uma evidência direta do material perfurado.

A caixa de testemunhos precisa manter:

  • identificação do furo;
  • profundidades;
  • sequência correta;
  • separação das manobras;
  • recuperação;
  • referência das profundidades.

Recuperação

A recuperação relaciona o comprimento de testemunho obtido com o comprimento perfurado na manobra.

De forma simplificada: R=Lm​Lr​​×100

Onde:

  • R = recuperação;
  • Lr​ = comprimento recuperado;
  • Lm​ = comprimento da manobra.

Uma recuperação elevada, entretanto, não significa automaticamente um maciço rochoso de boa qualidade.

RQD

O RQD é um índice utilizado na caracterização do testemunho rochoso.

Ele deve ser analisado juntamente com:

  • litologia;
  • alteração;
  • fraturamento;
  • condições das descontinuidades;
  • água;
  • recuperação.

A APL possui artigos dedicados a sondagens mistas e rotativas e à interpretação das informações obtidas nos testemunhos.

O erro é transformar um índice em todo o diagnóstico

Um único número não representa integralmente o maciço.

Do mesmo modo que o NSPT não deve representar sozinho um solo, o RQD não deve representar sozinho uma rocha.

9. Como comparar duas propostas de sondagem?

Antes de olhar o preço, equalize o escopo.

ItemProposta AProposta B
Método
Quantidade de furos
Profundidade prevista
Mobilização
Deslocamento entre pontos
SPT
Possibilidade de sondagem mista
Rotativa
Diâmetro da rotativa
Caixas de testemunho
Água para perfuração
Acesso
Critérios de paralisação
Nível d’água
Relatórios
ART
Prazo
Condições de pagamento

Duas propostas com o mesmo valor por metro podem incluir serviços diferentes.

Uma pode considerar apenas o SPT.

A outra pode prever mobilização de equipamento capaz de continuar em rocha.

Uma pode incluir relatório, ART e caixas.

Outra pode apresentar esses itens separadamente.

Primeiro equalize; depois compare

Essa é a lógica correta: mesma informac¸​a˜o requerida→mesmo escopo→comparac¸​a˜o de prec¸​o

Não o contrário.

10. Por que o preço por metro pode induzir a uma contratação errada?

Preço por metro é uma unidade comercial útil, mas não descreve sozinho o custo da investigação.

O valor pode variar com:

  • quantidade de furos;
  • profundidades;
  • acesso;
  • mobilização;
  • distância;
  • pavimento;
  • inclinação;
  • disponibilidade de água;
  • necessidade de revestimento;
  • transição solo-rocha;
  • diâmetro da sondagem rotativa;
  • recuperação;
  • produtividade;
  • condições de segurança.

O próprio artigo da APL sobre tipos de sondagem e fatores que influenciam o custo da investigação geotécnica parte justamente da premissa de que não se deve comparar custos antes de compreender qual informação o projeto necessita.

Exemplo simples

Considere:

Empresa A:
R$ X por metro de SPT.

Empresa B:
R$ X + 10% por metro.

Se ambas executassem rigorosamente o mesmo escopo, a comparação seria simples.

Mas suponha que a Empresa A:

  • não possua equipamento rotativo;
  • encerre todos os furos no impenetrável;
  • não inclua determinada mobilização complementar.

Enquanto a Empresa B:

  • possua capacidade de executar sondagem mista;
  • mantenha os mesmos pontos de investigação;
  • consiga esclarecer a natureza do material impenetrável.

Não se pode concluir automaticamente que A produzirá uma investigação de menor custo global.

A comparação depende do que o projeto realmente precisa descobrir.

11. Quais documentos devem ser entregues?

A documentação varia conforme o método e o escopo contratado.

Sondagem SPT

A entrega normalmente deve permitir identificar:

  • localização dos furos;
  • cotas;
  • profundidades;
  • perfil estratigráfico;
  • valores do ensaio;
  • descrição das camadas;
  • amostras;
  • água observada;
  • critérios de paralisação;
  • datas;
  • responsáveis.

Sondagem rotativa

Também podem ser necessários registros de:

  • manobras;
  • profundidades;
  • recuperação;
  • RQD;
  • litologia;
  • alteração;
  • fraturamento;
  • ocorrências;
  • caixas de testemunhos;
  • fotografias;
  • perdas ou condições particulares de circulação.

Responsabilidade técnica

A contratação deve prever a documentação de responsabilidade técnica correspondente ao serviço executado.

Relatório não deve aparentar precisão inexistente

O relatório precisa refletir a resolução da investigação.

Se os furos estiverem muito espaçados, não é tecnicamente correto desenhar uma continuidade entre camadas como se o terreno intermediário fosse conhecido com certeza.

A investigação observa pontos. A interpretação estima o comportamento entre eles.

12. Checklist para contratar uma empresa de sondagem

Antes de fechar o serviço, responda:

PerguntaVerificação
O objetivo da investigação está definido?
Existe planta com localização dos pontos?
O método é adequado ao material esperado?
A empresa executa SPT?
Possui capacidade de executar sondagem mista quando necessário?
Possui equipamento para sondagem rotativa?
O acesso foi avaliado?
As profundidades são suficientes?
Os critérios de paralisação estão definidos?
O tratamento do impenetrável está previsto?
A leitura do nível d’água está prevista?
As amostras serão identificadas?
Os boletins serão entregues?
As caixas de testemunhos estão incluídas quando aplicáveis?
Recuperação e RQD serão registrados quando aplicáveis?
O relatório está incluído?
A ART está prevista?
Mobilização e deslocamentos estão definidos?
As propostas foram equalizadas?

Uma proposta com vários desses itens indefinidos pode parecer simples no orçamento, mas transferir incertezas para a execução.

13. APL Engenharia: investigação geotécnica de solo e rocha

A APL Engenharia atua em serviços de geotecnia, com investigação de solos e rochas aplicada a projetos de fundações, contenções, estruturas industriais, mineração e infraestrutura.

Entre os serviços disponibilizados publicamente pela empresa estão:

A combinação entre diferentes métodos permite adequar a investigação à condição efetivamente encontrada.

Quando o terreno é predominantemente constituído por solo, o SPT pode fornecer as informações necessárias ao projeto.

Quando o perfil apresenta materiais impenetráveis ou existe necessidade de caracterizar o maciço rochoso, a investigação pode avançar por métodos rotativos.

Essa continuidade entre solo e rocha é especialmente importante em obras onde:

  • a fundação poderá atingir rocha;
  • existem matacões;
  • há grande variação da superfície rochosa;
  • serão executados cortes;
  • existem estruturas industriais;
  • o terreno apresenta transições geológicas complexas;
  • a incerteza sobre o material impenetrável influencia a solução de engenharia.

O artigo SPT ou sondagem rotativa: qual sua obra realmente precisa? complementa essa análise mostrando que diferentes técnicas respondem a diferentes perguntas sobre o subsolo.

Perguntas frequentes

Como escolher uma empresa de sondagem geotécnica?

Verifique se a empresa possui método, equipamentos e equipe compatíveis com o material a ser investigado, além de boletins de campo, identificação das amostras, critérios de paralisação, relatório e responsabilidade técnica.

Toda obra precisa de sondagem SPT?

O método de investigação depende da obra e das condições do terreno. O SPT é amplamente utilizado na investigação de solos, mas determinados projetos podem exigir técnicas adicionais.

Quando contratar sondagem mista?

Quando a investigação precisa caracterizar tanto solo quanto materiais rochosos ou quando o SPT encontra material impenetrável cuja natureza precisa ser esclarecida. A própria definição técnica utilizada pela APL considera a sondagem mista como combinação do SPT e da rotativa.

Impenetrável ao SPT significa rocha?

Não necessariamente. A paralisação descreve uma condição encontrada pelo método. A natureza do material pode exigir investigação complementar.

Qual a diferença entre sondagem mista e rotativa?

A sondagem mista combina diferentes métodos ao longo do perfil — normalmente SPT nos solos e rotativa no trecho rochoso. A rotativa é utilizada para perfuração e recuperação de testemunhos de materiais rochosos.

O RQD mostra sozinho se a rocha é boa?

Não. É um indicador que precisa ser analisado juntamente com recuperação, alteração, fraturamento, litologia, descontinuidades e demais características do maciço.

O nível d’água registrado na sondagem é permanente?

Não necessariamente. A observação depende de tempo, método, permeabilidade e condições hidrogeológicas. Quando a água for crítica para o projeto, pode ser necessário monitoramento específico.

O menor preço por metro é a melhor proposta?

Não necessariamente. Antes de comparar valores, é preciso equalizar método, mobilização, profundidade, tratamento de impenetráveis, documentação e demais entregas.

Quantos furos devem ser executados?

A quantidade depende da geometria da obra, da área, da variabilidade do terreno, da fase do projeto e do nível de resolução necessário. O próprio blog da APL já alerta que um quantitativo mínimo pode ser insuficiente quando o terreno apresenta grande heterogeneidade.

Conclusão

A contratação de uma empresa de sondagem deve partir de uma pergunta simples:

Que informação o projeto precisa obter sobre o terreno?

Somente depois dessa resposta devem ser definidos:

  • método;
  • equipamentos;
  • quantidade de pontos;
  • profundidades;
  • amostras;
  • registros;
  • critérios de paralisação;
  • eventual complementação;
  • relatório.

O SPT é uma ferramenta fundamental para investigar solos, mas possui limites.

A sondagem rotativa permite avançar na caracterização de materiais rochosos.

A sondagem mista estabelece uma continuidade entre esses dois domínios quando a obra precisa compreender tanto o solo quanto a rocha.

Por isso, comparar empresas somente pelo valor por metro perfurado reduz uma decisão técnica complexa a uma única variável comercial.

O critério mais completo é avaliar: meˊtodo+equipamento+equipe+controle+informac¸​a˜o entregue​

A empresa mais adequada não é necessariamente aquela que oferece o menor metro perfurado, mas aquela capaz de produzir a informação necessária ao projeto com método, rastreabilidade e nível de investigação compatível com o risco da obra.

A APL Engenharia atua como empresa de sondagem geotécnica, com execução de sondagem SPT e sondagens mistas e rotativas para investigação de solo e rocha.

Para avaliar o programa de investigação, condições de acesso e método adequado à obra, fale com a equipe técnica da APL Engenharia.